segunda-feira, 21 de maio de 2007

Perdoar vale, sim, a pena

“..., perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido...”. Essa frase foi tirada da celebre oração do Pai Nosso, quem nunca ouviu ou rezou?

Ao rezá-la expressamos o desejo que temos de está sempre de bem com a vida, alegres e em paz, pois é assim que a pessoa se sente quando é perdoada.

Ser perdoado todo mundo quer, e perdoar? Perdoar é uma das tarefas mais difíceis e complicadas, porém trás leveza de espírito, alivio, paz e até benefícios para a saúde. A história de Ana Maria é um bom exemplo de como perdoar faz bem.

Ela nos contou que era casada há três anos e que tinha duas filhas naquela época. Era festejo do padroeiro da cidade, por isso, a cidade estava cheia de gente desconhecida, quando o seu marido se enamorou por outra mulher. Ele ficou transformado, não dava mais atenção às filhas nem a ela, só queria saber de fica atrás da outra mulher, seria capaz de dar tudo por ela.

“Ele pediu para que eu fosse fala com essa Dona para que ela aceitasse ficar com ele. Vendo a tristeza do meu Antônio resolvei fazer a vontade dele”. Embora a outra falasse que não queria o seu Antônio, resolveu fica com ele só para atender ao pedido de Ana Maria.

“Pesei que fosse um desejo passageiro, que logo ele voltaria para casa”, Ana Maria se enganou, pois os anos passaram e ele não voltou. “Durante esse tempo tive que me vira para dar educação as minhas filhas e suporta toda dor e magoas que tinha no coração. Até febre terçã eu peguei, mas as coisas foram se organizado com o passa do tempo”.

Um dia aquela mulher que havia partido com seu marido apareceu novamente. Sua aparecia já não era a mesma, suas roupas não era mais elegantes e seu sorriso graça já não tinha mais. A mulher veio dize a Ana Maria que quando foi embora com Antônio não era apaixonada por ele, mas com o passa do tempo as coisas mudarão, porém longo que seu dinheiro acabou ele a deixou também. Por isso, estava ali para pedir perdão e em trocar do perdão ofereceu a Ana Maria a ultima peça de luxo que ainda tinha, um vestido.

O vestido foi colocado em prego e até hoje está lá e Antônio nunca mais apareceu. Ao pergunta-lhe por que ainda tinha aquele vestido ela respondeu “Quando aceitei aquele vestido a perdoe de coração. As magoas e dores que sentia passaram. Hoje sou feliz com as minhas filhas e gostaria de poder vê de novo o meu marido para dizer-lhe que também o perdoei. Perdoar não é esquecer. Toda às vezes que olho aquele vestido, tento vê a historia de outra maneira, entende-la tintim por tintim, e buscar um aprendizado para o futuro”.

Perdoar não é fácil, mas com o perdão o conflito é superado e a vida continua em outra sintonia, mas leve e melhor. Segundo o psicólogo Lindomar de Almeida quem exercida o perdão fica menos nervoso, tem maior vitalidade física e mais confiança na sua capacidade de lidar com os problemas.

Perdoar não é só questão de generosidade é ferramenta necessária para a evolução da sociedade. Tivemos duas grandes guerras mundiais nem por isso o mundo parou, graças ao perdão. Pois as nações sabem que ficando isoladas não progridem ou evoluem lentamente. Vamos tenda exercita-lo, assim como, Ana Maria e os paises que participaram das duas grandes guerras.
(Agosto de 2006)

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